Um documentário para descortinar o mundo dos cegos

Durante o processo de imersão no tema (uma das etapas de produção do Jornalismo Literário) este documentário da HBO me ajudou a compreender como deficientes visuais constroem novas formas de relação com o mundo. Ainda mais se tratando de uma atividade imagética. Aliás, a capacidade de composições mentais é uma das habilidades de personagens de Cegueira sem Ensaio. Um pequeno exemplo é este trecho da história de Carlos Eduardo Simões, no qual ele mergulha no mar: "O guia o direciona à encosta, coloca as mãos, protegidas por luvas, nas “paredes do mar”, em suas frestas, fendas, buracos. Tocando, começa a se soltar, sentindo-se maravilhado, curte, brinca na água batendo as pernas mais forte, virando piruetas. Sabendo que a visibilidade é de dois metros, concebe o fundo do mar azul-escuro, como vira em filmes. Ao esbarrar em cardumes os visualiza. Ao pegar estrelas-do-mar e ouriços consegue idealizar o colorido daquele universo."

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